De Bona a Malta
O Trabalho com os Jovens entrou numa nova fase europeia. A 4.ª Convenção Europeia de Trabalho com os Jovens, realizada em Malta, reuniu a comunidade europeia do setor em torno de conclusões estratégicas, prioridades comuns e um roadmap que aponta para o período 2026‑2030.
O que mudou em Malta
A 4.ª Convenção reforçou uma ideia central: o Trabalho com os Jovens deve ser reconhecido como uma área estratégica para a participação, a democracia, a inclusão, o desenvolvimento pessoal e social dos jovens e a qualidade das políticas públicas de juventude.
Mais clareza sobre o papel do setor
O relatório ajuda a consolidar uma visão mais nítida do que é o Trabalho com os Jovens, quais os seus valores, porque importa e de que forma contribui para as comunidades e para os percursos de vida dos jovens.
Mais exigência em matéria de qualidade
Ganham peso temas como ética, monitorização, avaliação, visibilidade, reconhecimento de competências, formação e melhoria contínua das práticas e dos serviços dirigidos aos jovens.
Mais atenção às estruturas de suporte
O debate passa a olhar com maior profundidade para financiamento, governação, redes, centros, enquadramentos institucionais e cooperação entre entidades públicas, organizações e programas europeus.
Uma leitura mais organizada do setor
As conclusões estratégicas da convenção foram agrupadas em torno de três grandes dimensões: Youth Work Core, Youth Work Environment e Youth Work Systems. Esta organização facilita a leitura do presente e a preparação das decisões futuras.
Do debate à implementação
O período que se segue a Malta procura ligar visão política, instrumentos europeus, estruturas de apoio e práticas concretas. O objetivo é tornar o setor mais visível, mais sustentável e mais preparado para responder aos desafios dos jovens e das comunidades.
Percurso europeu
O caminho que vai de Bona a Malta ajuda a perceber como a agenda europeia do Trabalho com os Jovens se foi consolidando, aprofundando e tornando mais orientada para a ação.
2.ª Convenção Europeia
A declaração final da 2.ª Convenção impulsiona a construção de uma Agenda Europeia para o Trabalho com os Jovens.
3.ª Convenção e Processo de Bona
A 3.ª Convenção dá um novo enquadramento ao setor e lança um processo europeu de desenvolvimento assente em cooperação, compromisso e seguimento.
Mobilização da APPJuventude
A APPJuventude cria um grupo de trabalho dedicado ao processo europeu e reforça a ligação entre a reflexão internacional e a comunidade de prática em Portugal.
Comunidade de prática e ligação ao terreno
Realizam-se sessões, momentos de escuta, partilha e disseminação com profissionais de juventude e outras entidades ligadas ao trabalho com os jovens.
4.ª Convenção e relatório final
Malta afirma uma nova fase de desenvolvimento e o relatório final organiza o seguimento europeu em quatro etapas até 2030.
O que esta trajetória nos mostra
O percurso europeu revela uma mudança de escala. O setor deixa de ser pensado apenas em termos de reconhecimento simbólico e passa a ser debatido também em termos de qualidade, enquadramento, sustentabilidade, aprendizagem, ética, investigação, cooperação e impacto.
Para quem trabalha no terreno e para quem decide políticas, este percurso oferece um enquadramento europeu sólido para pensar o papel dos jovens, dos profissionais de juventude, das organizações, dos municípios e das estruturas de apoio ao setor.
Prioridades pós‑Malta
As conclusões estratégicas selecionadas no relatório organizam-se em três pilares centrais. Em conjunto, ajudam a compreender o que está em jogo no presente e no futuro do Trabalho com os Jovens na Europa.
O núcleo do Trabalho com os Jovens
- Clarificação da identidade, da missão e dos valores do setor.
- Centralidade da participação, do diálogo, da inclusão e da aprendizagem não formal.
- Ética, qualidade, monitorização e avaliação como elementos estruturantes.
- Maior visibilidade pública do contributo do Trabalho com os Jovens.
O ambiente em que o setor atua
- Espaços físicos e digitais adequados às necessidades e aspirações dos jovens.
- Advocacy mais forte e maior participação dos profissionais e das organizações.
- Reconhecimento do Trabalho com os Jovens como profissão e valorização do voluntariado.
- Capacidade para responder a contextos sociais, territoriais e tecnológicos em mudança.
As estruturas de suporte do setor
- Financiamento sustentável e mais previsível para serviços, programas, redes e infraestruturas.
- Governança, reconhecimento formal e melhores condições de suporte institucional.
- Cooperação reforçada entre autoridades públicas, organizações e programas europeus.
- Maior articulação com outras áreas de política pública, preservando a autonomia do setor.
Roadmap europeu 2026‑2030
O relatório final apresenta um caminho faseado para que as conclusões de Malta possam influenciar estratégias, políticas, programas, instrumentos de apoio e futuras convenções europeias.

Dar seguimento às conclusões da convenção
Início do seguimento político e institucional do relatório, reforçando a ligação com a Youth Partnership, a agenda europeia e os instrumentos de cooperação já existentes.

Concretização política e institucional
Tradução progressiva das prioridades em decisões, orientações, instrumentos e processos que reforcem a posição do Trabalho com os Jovens na agenda europeia.

Nova Estratégia da UE para a Juventude
Integração das aprendizagens e prioridades do setor num novo ciclo europeu, com maior atenção a definição, qualidade, ética, competências, digitalização e apoio.

Implementação contínua e novo ciclo
Desenvolvimento continuado do setor, preparação da próxima convenção europeia e articulação com a evolução futura das estratégias europeias de juventude.
APPJuventude em Portugal
A APPJuventude tem acompanhado este percurso através de momentos de mobilização, reflexão, partilha e disseminação junto da comunidade de prática ligada ao Trabalho com os Jovens.

Comunidade de prática
Um espaço de encontro e reconhecimento entre profissionais, organizações e pessoas interessadas no desenvolvimento do setor.

Sessões temáticas
Momentos dedicados à escuta, à análise de tendências e à construção de linguagem comum em torno do Trabalho com os Jovens.

Partilha de perspetivas
Reflexão alargada sobre desafios, oportunidades, reconhecimento e necessidades do setor em Portugal e na Europa.

Grupo de trabalho
Acompanhamento do processo europeu e articulação com a realidade portuguesa, com foco em propostas úteis para o setor.

Conferência final
Um momento de síntese, afirmação pública e projeção do debate para novas etapas de trabalho e cooperação.
Recursos essenciais
Uma seleção simples para aprofundar o conteúdo da 4.ª Convenção Europeia de Trabalho com os Jovens e acompanhar o desenvolvimento desta nova etapa europeia.
Relatório final da 4.ª Convenção
Documento central para conhecer o enquadramento da convenção, os três pilares de análise, as conclusões estratégicas e o roadmap europeu 2026‑2030.
Abrir PDFRoadmap visual
Representação gráfica do caminho proposto para o seguimento europeu das conclusões de Malta até ao final da década.
Ver imagemÍndice e estrutura do relatório
Uma forma rápida de perceber a organização interna do documento e identificar os capítulos mais relevantes para leitura e trabalho futuro.
Ver imagemLeituras visuais do relatório
Algumas imagens do relatório ajudam a compreender o espírito da convenção, a organização do percurso europeu e a riqueza dos contributos recolhidos durante o processo.

Roadmap europeu
Uma visão global do caminho proposto para o seguimento das conclusões de Malta entre 2026 e 2030.

Registo visual · página 105
Uma síntese visual do debate, das relações entre temas e das ideias mobilizadas ao longo da convenção.

Registo visual · página 107
Outra entrada visual para o relatório, útil para perceber a dimensão colaborativa e estratégica do processo europeu.
Porque este processo importa
As conclusões da 4.ª Convenção interessam a quem trabalha diretamente com jovens, a quem desenha políticas e a quem procura reforçar a qualidade dos serviços, programas e oportunidades dirigidos às novas gerações.
Para profissionais de juventude
O relatório oferece linguagem, referências e prioridades úteis para pensar práticas, funções, formação, ética, reconhecimento e impacto do Trabalho com os Jovens.
Para decisores políticos
O documento ajuda a enquadrar decisões sobre estratégias, recursos, equipas, centros, redes, participação, cooperação e sustentabilidade do setor.
Para organizações e comunidades
As conclusões mostram como o Trabalho com os Jovens pode reforçar pertença, cidadania, inclusão, aprendizagem, inovação social e ligação entre jovens e território.
Documentos de referência
Para uma leitura mais completa, faz sentido olhar também para alguns documentos que ajudam a enquadrar a evolução da agenda europeia do Trabalho com os Jovens.
Leituras de enquadramento
Perguntas essenciais
O que é a 4.ª Convenção?
O que significa o pós‑Malta?
Porque interessa acompanhar este processo?
Acompanhar a nova fase europeia do Trabalho com os Jovens
A APPJuventude continua a acompanhar, divulgar e traduzir este percurso europeu, reforçando a ligação entre as dinâmicas internacionais, os profissionais de juventude, as organizações e os decisores políticos.





