Agenda Europeia do Trabalho com os Jovens

De Bona a Malta

O Trabalho com os Jovens entrou numa nova fase europeia. A 4.ª Convenção Europeia de Trabalho com os Jovens, realizada em Malta, reuniu a comunidade europeia do setor em torno de conclusões estratégicas, prioridades comuns e um roadmap que aponta para o período 2026‑2030.

Capa do relatório da 4.ª Convenção Europeia de Trabalho com os Jovens
4.ª Convenção Europeia de Trabalho com os Jovens Relatório final, conclusões estratégicas e roadmap europeu
500+participantes reunidos em Malta no âmbito da 4.ª Convenção Europeia
42delegações nacionais presentes no processo da convenção
164conclusões produzidas nas oficinas temáticas e nos espaços de trabalho
74conclusões com significado estratégico para o futuro do setor

O que mudou em Malta

A 4.ª Convenção reforçou uma ideia central: o Trabalho com os Jovens deve ser reconhecido como uma área estratégica para a participação, a democracia, a inclusão, o desenvolvimento pessoal e social dos jovens e a qualidade das políticas públicas de juventude.

Mais clareza sobre o papel do setor

O relatório ajuda a consolidar uma visão mais nítida do que é o Trabalho com os Jovens, quais os seus valores, porque importa e de que forma contribui para as comunidades e para os percursos de vida dos jovens.

Mais exigência em matéria de qualidade

Ganham peso temas como ética, monitorização, avaliação, visibilidade, reconhecimento de competências, formação e melhoria contínua das práticas e dos serviços dirigidos aos jovens.

Mais atenção às estruturas de suporte

O debate passa a olhar com maior profundidade para financiamento, governação, redes, centros, enquadramentos institucionais e cooperação entre entidades públicas, organizações e programas europeus.

Três pilares orientadores

Uma leitura mais organizada do setor

As conclusões estratégicas da convenção foram agrupadas em torno de três grandes dimensões: Youth Work Core, Youth Work Environment e Youth Work Systems. Esta organização facilita a leitura do presente e a preparação das decisões futuras.

Definição Qualidade Ética Reconhecimento
Uma nova etapa europeia

Do debate à implementação

O período que se segue a Malta procura ligar visão política, instrumentos europeus, estruturas de apoio e práticas concretas. O objetivo é tornar o setor mais visível, mais sustentável e mais preparado para responder aos desafios dos jovens e das comunidades.

Participação Impacto Capacitação Cooperação europeia

Percurso europeu

O caminho que vai de Bona a Malta ajuda a perceber como a agenda europeia do Trabalho com os Jovens se foi consolidando, aprofundando e tornando mais orientada para a ação.

2015

2.ª Convenção Europeia

A declaração final da 2.ª Convenção impulsiona a construção de uma Agenda Europeia para o Trabalho com os Jovens.

2020

3.ª Convenção e Processo de Bona

A 3.ª Convenção dá um novo enquadramento ao setor e lança um processo europeu de desenvolvimento assente em cooperação, compromisso e seguimento.

2021

Mobilização da APPJuventude

A APPJuventude cria um grupo de trabalho dedicado ao processo europeu e reforça a ligação entre a reflexão internacional e a comunidade de prática em Portugal.

2022‑2024

Comunidade de prática e ligação ao terreno

Realizam-se sessões, momentos de escuta, partilha e disseminação com profissionais de juventude e outras entidades ligadas ao trabalho com os jovens.

2025‑2026

4.ª Convenção e relatório final

Malta afirma uma nova fase de desenvolvimento e o relatório final organiza o seguimento europeu em quatro etapas até 2030.

Uma agenda em evolução

O que esta trajetória nos mostra

O percurso europeu revela uma mudança de escala. O setor deixa de ser pensado apenas em termos de reconhecimento simbólico e passa a ser debatido também em termos de qualidade, enquadramento, sustentabilidade, aprendizagem, ética, investigação, cooperação e impacto.

Uma referência útil para técnicos e decisores

Para quem trabalha no terreno e para quem decide políticas, este percurso oferece um enquadramento europeu sólido para pensar o papel dos jovens, dos profissionais de juventude, das organizações, dos municípios e das estruturas de apoio ao setor.

Prioridades pós‑Malta

As conclusões estratégicas selecionadas no relatório organizam-se em três pilares centrais. Em conjunto, ajudam a compreender o que está em jogo no presente e no futuro do Trabalho com os Jovens na Europa.

Youth Work Core

O núcleo do Trabalho com os Jovens

  • Clarificação da identidade, da missão e dos valores do setor.
  • Centralidade da participação, do diálogo, da inclusão e da aprendizagem não formal.
  • Ética, qualidade, monitorização e avaliação como elementos estruturantes.
  • Maior visibilidade pública do contributo do Trabalho com os Jovens.
Youth Work Environment

O ambiente em que o setor atua

  • Espaços físicos e digitais adequados às necessidades e aspirações dos jovens.
  • Advocacy mais forte e maior participação dos profissionais e das organizações.
  • Reconhecimento do Trabalho com os Jovens como profissão e valorização do voluntariado.
  • Capacidade para responder a contextos sociais, territoriais e tecnológicos em mudança.
Youth Work Systems

As estruturas de suporte do setor

  • Financiamento sustentável e mais previsível para serviços, programas, redes e infraestruturas.
  • Governança, reconhecimento formal e melhores condições de suporte institucional.
  • Cooperação reforçada entre autoridades públicas, organizações e programas europeus.
  • Maior articulação com outras áreas de política pública, preservando a autonomia do setor.

Roadmap europeu 2026‑2030

O relatório final apresenta um caminho faseado para que as conclusões de Malta possam influenciar estratégias, políticas, programas, instrumentos de apoio e futuras convenções europeias.

Fase 1 do roadmap europeu
Fase 2 do roadmap europeu
Fase 3 do roadmap europeu
Fase 4 do roadmap europeu

APPJuventude em Portugal

A APPJuventude tem acompanhado este percurso através de momentos de mobilização, reflexão, partilha e disseminação junto da comunidade de prática ligada ao Trabalho com os Jovens.

Comunidade de prática APPJuventude

Comunidade de prática

Um espaço de encontro e reconhecimento entre profissionais, organizações e pessoas interessadas no desenvolvimento do setor.

Segunda sessão da comunidade de prática

Sessões temáticas

Momentos dedicados à escuta, à análise de tendências e à construção de linguagem comum em torno do Trabalho com os Jovens.

Terceira sessão da comunidade de prática

Partilha de perspetivas

Reflexão alargada sobre desafios, oportunidades, reconhecimento e necessidades do setor em Portugal e na Europa.

Grupo de trabalho APPJuventude

Grupo de trabalho

Acompanhamento do processo europeu e articulação com a realidade portuguesa, com foco em propostas úteis para o setor.

Conferência final APPJuventude

Conferência final

Um momento de síntese, afirmação pública e projeção do debate para novas etapas de trabalho e cooperação.

Recursos essenciais

Uma seleção simples para aprofundar o conteúdo da 4.ª Convenção Europeia de Trabalho com os Jovens e acompanhar o desenvolvimento desta nova etapa europeia.

Relatório final da 4.ª Convenção

Documento central para conhecer o enquadramento da convenção, os três pilares de análise, as conclusões estratégicas e o roadmap europeu 2026‑2030.

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Roadmap visual

Representação gráfica do caminho proposto para o seguimento europeu das conclusões de Malta até ao final da década.

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Índice e estrutura do relatório

Uma forma rápida de perceber a organização interna do documento e identificar os capítulos mais relevantes para leitura e trabalho futuro.

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Leituras visuais do relatório

Algumas imagens do relatório ajudam a compreender o espírito da convenção, a organização do percurso europeu e a riqueza dos contributos recolhidos durante o processo.

Porque este processo importa

As conclusões da 4.ª Convenção interessam a quem trabalha diretamente com jovens, a quem desenha políticas e a quem procura reforçar a qualidade dos serviços, programas e oportunidades dirigidos às novas gerações.

Para profissionais de juventude

O relatório oferece linguagem, referências e prioridades úteis para pensar práticas, funções, formação, ética, reconhecimento e impacto do Trabalho com os Jovens.

Para decisores políticos

O documento ajuda a enquadrar decisões sobre estratégias, recursos, equipas, centros, redes, participação, cooperação e sustentabilidade do setor.

Para organizações e comunidades

As conclusões mostram como o Trabalho com os Jovens pode reforçar pertença, cidadania, inclusão, aprendizagem, inovação social e ligação entre jovens e território.

Documentos de referência

Para uma leitura mais completa, faz sentido olhar também para alguns documentos que ajudam a enquadrar a evolução da agenda europeia do Trabalho com os Jovens.

Perguntas essenciais

O que é a 4.ª Convenção?
É um momento europeu de encontro, reflexão e construção estratégica sobre o presente e o futuro do Trabalho com os Jovens, envolvendo instituições, organizações, profissionais, investigadores e outros atores da comunidade de prática.
O que significa o pós‑Malta?
Significa a entrada numa fase mais orientada para implementação, reconhecimento, qualidade, ética, financiamento e desenvolvimento de sistemas de suporte ao setor.
Porque interessa acompanhar este processo?
Porque ele ajuda a enquadrar decisões, reforçar práticas, inspirar estruturas locais e valorizar o Trabalho com os Jovens como uma área estratégica para o presente e o futuro da juventude na Europa.
APPJuventude

Acompanhar a nova fase europeia do Trabalho com os Jovens

A APPJuventude continua a acompanhar, divulgar e traduzir este percurso europeu, reforçando a ligação entre as dinâmicas internacionais, os profissionais de juventude, as organizações e os decisores políticos.