4.ª Convenção Europeia de Trabalho com Jovens

Relatório final, conclusões estratégicas e roadmap europeu

Página interativa em português de Portugal para apresentar os principais conteúdos da 4.ª Convenção Europeia de Trabalho com Jovens, realizada em Malta, incluindo estrutura do relatório, programa, práticas inspiradoras, iniciativas europeias, oficinas temáticas, conclusões e roadmap.

500+ participantes
42 delegações nacionais
15 práticas inspiradoras
15 iniciativas europeias
15 oficinas temáticas
164 / 74 conclusões totais / estratégicas
Capa do relatório final da 4.ª Convenção Europeia de Trabalho com Jovens
Mensagem central do relatório: o trabalho com jovens é apresentado como uma dimensão essencial da democracia, da participação, da inclusão, da aprendizagem não formal e do desenvolvimento dos jovens, exigindo reconhecimento, qualidade, financiamento e enquadramento estratégico mais fortes.

O que reúne este relatório

O relatório final documenta o contexto político da Convenção, o seu programa, os discursos e debates principais, as práticas inspiradoras apresentadas, os projetos e iniciativas europeias partilhadas, as 15 oficinas temáticas, as conclusões estratégicas e o roadmap para uma futura estratégia europeia de trabalho com jovens.

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Local e momento

A 4.ª Convenção realizou-se em Valletta, Malta, entre 27 e 29 de maio de 2025, no Mediterranean Conference Centre, após o percurso iniciado em Ghent (2010), continuado em Bruxelas (2015) e retomado na Alemanha em 2020.

Título político da Convenção

Youthwork xcelerate foi o conceito escolhido para afirmar uma roadmap orientada para o desenvolvimento, implementação, reconhecimento e qualidade do trabalho com jovens na Europa.

Resultado central

Das 164 conclusões produzidas nas oficinas, 74 foram identificadas como tendo relevância estratégica, servindo de base às conclusões finais e ao roadmap entre 2026 e 2030.

Entre o “ruído” e o “silêncio”

Um dos enquadramentos conceptuais do relatório é a tensão entre o ruído produzido por discursos, expectativas e dinâmicas europeias e o silêncio associado aos bloqueios estruturais que persistem no terreno.

baixa prioridade políticafalta de reconhecimentoformação insuficienteprecariedade profissionalestruturas de apoio frágeisfinanciamento intermitentedesigualdades territoriaissetor voluntário sobrecarregado

Enquadramento da Convenção

As Convenções Europeias de Trabalho com Jovens são apresentadas no relatório como plataformas de encontro entre prática, política, investigação, organizações e serviços. A edição de Malta procurou escutar a comunidade de prática e produzir um conjunto de bases para uma estratégia europeia de desenvolvimento do trabalho com jovens.

Contexto no relatório

Organização e parceria

O relatório identifica como organizadores e parceiros principais:

  • Parliamentary Secretariat for Youth, Research and Innovation, Malta
  • Aġenzija Żgħażagħ
  • European Union Programmes Agency for Malta (EUPA)
  • EU-Council of Europe Youth Partnership

Mensagens institucionais que atravessam o relatório

  • O trabalho com jovens é essencial para participação, inclusão e democracia.
  • Não é algo feito para os jovens, mas construído com eles.
  • Precisa de melhor reconhecimento, apoio, integração política e investimento.
  • É uma infraestrutura democrática e social, não uma atividade periférica.

Mais de 500 participantes

O relatório refere a presença de mais de 500 participantes, representando instituições europeias, delegações nacionais, organizações juvenis, profissionais, investigadores e serviços.

42 delegações nacionais

As delegações nacionais participaram quer nos plenários quer nas oficinas temáticas e nos momentos de reflexão nacional, ajudando a ligar resultados europeus a realidades locais e nacionais.

Uma convenção orientada para estratégia

O objetivo não foi aprovar uma estratégia fechada em Malta, mas definir dimensões, medidas, estruturas e prioridades capazes de orientar ação europeia e nacional nos anos seguintes.

Como se estruturaram os três dias da Convenção

O programa cruzou abertura política, oficinas temáticas, partilha de práticas, apresentação de instrumentos europeus, debate sobre “Noise vs. Silence”, perspetivas dos jovens e síntese final dos resultados.

Programa completo

Abertura e encontro informal

Receção inicial na Aġenzija Żgħażagħ, com registo, meet and greet, jantar, convívio e sessão com figuras de referência do campo do trabalho com jovens na Europa.

  • Registo e acolhimento em Santa Venera
  • Meet and greet com jantar e ambiente festivo
  • Partilha de expectativas e contacto com pioneiros do setor
  • Apresentação do contexto maltês de trabalho com jovens

Plenários, workshops e debate estratégico

Dia dedicado a discursos de abertura, enquadramento político, duas sessões de oficinas temáticas, apresentação de instrumentos europeus e plenário “Noise vs. Silence”.

  • Boas-vindas institucionais e percurso de Bona até Malta
  • Sessão 1 e Sessão 2 das oficinas temáticas
  • Apresentação do Youth Work Portfolio, Youth Work Strategies Manual e Erasmus+ Supporting Youthwork
  • Plenário “Noise vs. Silence” e reflexão em grupos nacionais

Perspetiva dos jovens, práticas e resultados

O último dia colocou os jovens no centro, reuniu práticas inspiradoras, projetos europeus e uma síntese dos resultados das oficinas, seguida de painel e discursos finais.

  • Mesa-redonda sobre a experiência dos jovens com o trabalho com jovens
  • Partilha de práticas inspiradoras
  • Sessão 3 das oficinas temáticas
  • Projetos e iniciativas a nível europeu
  • Apresentação de resultados preliminares, painel de reação e encerramento

As três grandes dimensões da Convenção

A Convenção organizou o trabalho em três dimensões — Youth Work Core, Youth Work Environment e Youth Work Systems — que funcionam em conjunto: fundamentos, condições de prática e sistemas de suporte.

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Youth Work Core

Núcleo do Trabalho com Jovens

O núcleo da Convenção foca os fundamentos do trabalho com jovens: definição, valores, ética, reconhecimento, qualidade, monitorização e impacto.

  • Definições e descrições do trabalho com jovens
  • Valores e ética na prática
  • Reconhecimento e visibilidade
  • Qualidade e padrões
  • Monitorização, avaliação e impacto
Youth Work Environment

Ecossistema do Trabalho com Jovens

Esta dimensão olha para as condições de prática: necessidades dos jovens, advocacy, profissão, voluntariado, organizações lideradas por jovens, metodologias e novas tecnologias.

  • Jovens, necessidades e aspirações
  • Advocacy no trabalho com jovens
  • Trabalho com jovens como profissão
  • Voluntariado e organizações lideradas por jovens
  • Metodologias e novas tecnologias
Youth Work Systems

Sistemas de Trabalho com Jovens

Os sistemas de trabalho com jovens dizem respeito a políticas, financiamento, governação, infraestruturas, redes, relações entre setores e enquadramentos de apoio.

  • Setor voluntário de juventude
  • Associações, redes, centros e prestadores
  • Setor público/estatal e setor voluntário
  • Financiamento público e europeu
  • Relação com outros campos de política pública

15 práticas apresentadas durante a Convenção

Esta secção reúne as práticas partilhadas entre as páginas 42 e 57 do relatório, desde sistemas nacionais e centros de juventude a supervisão, impacto, cidadania, reconhecimento e campanhas de advocacy.

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15 resultados

Skylines - Engineering a National Youth Work Service

Construção de um serviço nacional de trabalho com jovens

Jason Zammit · Aġenzija Żgħażagħ

Oficina 1Malta20 participantesRelatório p. 45
SistemasQualidadeReconhecimentoMalta

Apresentou a evolução do sistema maltês de trabalho com jovens, articulando formação universitária, agência nacional, profissão regulada, padrões de qualidade e cooperação com escolas e serviços sociais.

  • Mostrou como um enquadramento coerente pode ligar política, prática e formação.
  • Chamou a atenção para a necessidade de reconhecer também competências adquiridas fora da via universitária.
  • Valorizou a colaboração entre setor público, organizações e serviços de proximidade.

Voices of the Young People in Ukraine

Vozes dos jovens na Ucrânia

Olena Glazkova · NGO Kremenchuk informative elucidative centre European Club

Oficina 2Ucrânia20 participantesRelatório p. 46
ParticipaçãoResiliênciaJovensAdvocacy

Projeto orientado para amplificar as vozes de jovens de cinco regiões da Ucrânia, evidenciando o impacto da guerra nas suas vidas e reforçando participação, advocacy, autoexpressão e autocuidado.

  • Trabalhou participação local, narrativas em primeira pessoa e uso das redes sociais.
  • Sublinhou a importância de resiliência, apoio entre pares e acompanhamento em contexto de crise.
  • Mostrou como o trabalho com jovens pode apoiar jovens em situações extremas sem perder a sua dimensão participativa.

Youth Centre Probishtip

Centro de juventude liderado por jovens

Martina Jachevska · CA GRIT

Oficina 3Macedónia do Norte11 participantesRelatório p. 47
CentrosJovensParticipaçãoLocal

Exemplo de centro de juventude iniciado por jovens, formalizado com o município e apoiado com orçamento local para programas e funcionamento.

  • Evidenciou o valor de espaços liderados por jovens com reconhecimento oficial.
  • Trouxe desafios práticos de sustentabilidade, equipamento, contratos e financiamento.
  • Mostrou o papel decisivo da cooperação entre organizações e autarquias.

Youth Worker Occupational Standard in Latvia

Norma ocupacional do/a youth worker na Letónia

Renāte Mencendorfa · Ministry of Education and Science

Oficina 4Letónia17 participantesRelatório p. 48
ProfissãoQualidadeCompetênciasReconhecimento

Partilha da nova norma ocupacional letã para profissionais de trabalho com jovens, com seis competências nucleares e ligação à formação superior.

  • Mostrou como um standard ajuda a consolidar o estatuto da área.
  • Ligou competências profissionais a programas formais de educação e formação.
  • Reforçou a utilidade de referenciais claros para reconhecimento e desenvolvimento.

Navigating Challenges and Maintaining Ethical Standards

Dilemas e padrões éticos no trabalho com jovens

Renāte Mencendorfa · Ministry of Education and Science

Oficina 5Letónia17 participantesRelatório p. 49
ÉticaQualidadeFormação

Apresentou uma metodologia em cinco passos para trabalhar dilemas éticos, decisões difíceis e compromissos deontológicos em ambientes reais de trabalho com jovens.

  • Combinou princípios éticos, casos práticos e ferramentas de decisão.
  • Valorizou transparência, apoio e acompanhamento em situações sensíveis.
  • Propôs materiais adaptáveis a diferentes contextos e desafios.

From Reflection to Resilience: The Transformative Power of Reflective Supervision

Da reflexão à resiliência através da supervisão reflexiva

Rowena Borg · Aġenzija Żgħażagħ

Oficina 6Malta28 participantesRelatório p. 51
SupervisãoQualidadeProfissionaisMalta

Modelo de supervisão reflexiva usado pela Aġenzija Żgħażagħ para reforçar qualidade, accountability, aprendizagem contínua e bem-estar das equipas.

  • Foi apresentado como resposta a burnout, conflitos, prioridades e desenvolvimento profissional.
  • Ajuda a repensar situações e a encontrar alternativas de ação.
  • Mostra a supervisão como parte integrante da qualidade do trabalho com jovens.

The Youth Sector – How to Present It to Gain Visibility and to Single Out It!

Comunicação estratégica e identidade do setor da juventude

Josepha Nell and Charlotte LOASO · National Youth Service of Luxembourg

Oficina 7Luxemburgo28 participantesRelatório p. 52
ComunicaçãoReconhecimentoVisibilidade

Partilhou o processo de construção de uma identidade comum para o setor da juventude no Luxemburgo, com linguagem simples, slogans e identidade visual clara.

  • Mostrou a importância de uma narrativa acessível e não técnica.
  • Ligou comunicação estratégica à visibilidade pública do setor.
  • Sublinhou o valor de uma visão partilhada entre múltiplos atores.

MLADIM - A Digital Tool for Recording and Monitoring Quality of Youth Work

Ferramenta digital para monitorização e qualidade

Borut Pelko · Youth Network MaMa

Oficina 8Eslovénia31 participantesRelatório p. 53
DadosImpactoDigitalQualidade

Plataforma digital criada na Eslovénia para registar, acompanhar e analisar a qualidade e a eficácia do trabalho com jovens.

  • Responde à falta de ferramentas consistentes para medir impacto.
  • Foi desenvolvida em articulação com a universidade e organizações do setor.
  • Mostra como os dados podem apoiar visibilidade e influência política.

Youth Work and Its Interaction with Other Fields

Trabalho com jovens e articulação com artes e cultura

Maria C. Borg · Aġenzija Żgħażagħ

Oficina 9Malta29 participantesRelatório p. 54
IntersetorialCulturaArtesMalta

Exemplo maltês de articulação entre trabalho com jovens, artes e cultura através de festivais, mentoria e projetos criativos cocriados com jovens.

  • Destacou o papel dos profissionais como facilitadores, mentores e mediadores culturais.
  • Ligou expressão criativa a competências como autoconfiança, comunicação e trabalho em equipa.
  • Mostrou valor acrescentado do trabalho com jovens em parcerias intersetoriais.

The Path to Recognition of the Youth Worker by a National Association

Reconhecimento profissional através de associação nacional

Michelangelo Belletti · NINFEA

Oficina 10Itália16 participantesRelatório p. 55
ReconhecimentoProfissãoCompetências

A NINFEA apresentou o trabalho desenvolvido em Itália para validar competências, criar um registo e consolidar o reconhecimento profissional dos youth workers.

  • Surge num contexto ainda sem grau académico próprio e sem enquadramento legal consolidado.
  • Procura valorizar experiência, formação e competências adquiridas em vários contextos.
  • Mostra o papel das associações profissionais na construção de legitimidade.

Civic Education - Youth Work in Schools

Trabalho com jovens em contexto escolar

Simon Schembri · Aġenzija Żgħażagħ

Oficina 11Malta21 participantesRelatório p. 56
EscolasCidadaniaIntersetorialMalta

Programas desenvolvidos em escolas sobre democracia, ambiente, debate e participação cívica, usando metodologias do trabalho com jovens para complementar o currículo.

  • Promove cooperação estável entre agência de juventude e sistema educativo.
  • Mostra como o trabalho com jovens pode existir em ambiente escolar sem perder a sua identidade.
  • Reforça cidadania ativa e participação para lá do horário letivo.

Why Does #YouthWorkWorks? The Impact of Youth Work!

Quadro de impacto do trabalho com jovens na Flandres

Lisa Franken · De Ambrassade

Oficina 12Bélgica35 participantesRelatório p. 57
ImpactoNarrativaReconhecimento

A experiência flamenga mostrou um quadro de impacto cocriado pelo setor para explicar por que razão o trabalho com jovens funciona e como produz mudança.

  • Cria uma linguagem comum para profissionais, estudantes e decisores.
  • Ajuda a comunicar valor social, educativo e democrático.
  • Funciona como referência de qualidade e advocacy.

Youth Work for All - A Youth Work Movement for All Young People

Campanha de advocacy liderada por jovens

Matthew Seebach · Youth Work Ireland

Oficina 13Irlanda23 participantesRelatório p. 58
AdvocacyJovensDireitosCampanha

Campanha participativa baseada em direitos, cocriada por jovens ativistas, profissionais e decisores, para afirmar o valor do trabalho com jovens para todos.

  • Assenta nas vozes dos próprios jovens e numa lógica de co-produção.
  • Valoriza acessibilidade e participação efetiva em campanhas públicas.
  • Traduz advocacy em movimento coletivo e narrativa mobilizadora.

Respect – The Basis for Good Cooperation in Youth Centres

Carta do respeito em centros de juventude

Aline Fuchs · wannseeFORUM Foundation

Oficina 14Alemanha13 participantesRelatório p. 59
CentrosÉticaDireitos humanos

Apresentou a Respect Charter como base ética e pedagógica para convivência, segurança e cooperação democrática em centros de juventude.

  • Liga direitos humanos, respeito e participação à vida quotidiana dos espaços.
  • Usa métodos participativos para construir regras e valores comuns.
  • Reforça o centro de juventude como espaço seguro e democrático.

Systematic Knowledge-Based Youth Work Development

Desenvolvimento do trabalho com jovens baseado em conhecimento

Jenny Haglund · KEKS

Oficina 15Suécia30 participantesRelatório p. 60
DadosImpactoMunicípiosQualidade

Modelo sueco que combina objetivos de longo prazo, estatísticas, questionários a jovens e relatórios anuais para apoiar melhoria contínua e diálogo com municípios.

  • Integra dados de jovens, equipas, dirigentes e decisores.
  • Permite comparar evolução ao longo do tempo e entre territórios.
  • Foi valorizado como ferramenta concreta para demonstrar impacto.

15 contributos partilhados a nível europeu

Entre as páginas 58 e 73, o relatório reúne projetos, instrumentos e recursos europeus sobre IA, participação, reconhecimento, qualidade, futuro do setor, advocacy, portfolio, estratégias locais e nova Estratégia da UE para a Juventude.

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15 resultados

How Can AI Help with Inclusive Digital Communications?

IA e comunicação digital inclusiva

Silvia Mangia and Stefanos Agathokleous · Eurodesk Brussels Link

Oficina 1Bélgica31 participantesRelatório p. 61
IADigitalInclusãoComunicação

Oficina dedicada ao uso estratégico da inteligência artificial para tornar a comunicação digital mais acessível, inclusiva e eficaz no trabalho com jovens.

  • Explorou usos éticos da IA para acessibilidade, personalização e apoio à comunicação.
  • Discutiu riscos de enviesamento, dependência tecnológica e uso responsável.
  • Reforçou a necessidade de competências digitais para profissionais.

Emerging Futures of Youth Work: How Ready Are We?

Futuros emergentes do trabalho com jovens

Darko Marković · European Academy on Youth Work / MOVIT

Oficina 2Europa23 participantesRelatório p. 62
FuturoInovaçãoTendências

Apresentou investigação prospetiva sobre o trabalho com jovens até 2050, considerando tecnologia, clima, demografia e mudança de valores.

  • Não procura prever, mas preparar o setor para mudança sistémica.
  • Usa metodologias de foresight e horizon scanning.
  • Estimula uma cultura de antecipação e adaptação.

From Training to Recognition: Advancing the Competences of Youth Workers

Da formação ao reconhecimento de competências

Nerijus Kriauciunas · Awero / Cities of Learning partners

Oficina 3Lituânia / Europa20 participantesRelatório p. 63
CompetênciasFormaçãoReconhecimento

Apresentou um quadro modular de formação, reconhecimento e certificação para profissionais e formadores, inspirado na European Training Strategy.

  • Liga formação internacional, competências e certificação.
  • Pretende reforçar a qualidade do trabalho com jovens a partir de um referencial comum.
  • Mostra a relação entre aprendizagem e reconhecimento profissional.

Youth Participation Strategy: Where to Next?

Para onde vai a estratégia de participação jovem?

Brigita Medne · SALTO Participation & Information

Oficina 4Europa18 participantesRelatório p. 64
ParticipaçãoPolítica europeiaJovens

Debateu o futuro da Youth Participation Strategy e os aspetos que precisam de maior atenção, como participação democrática de jovens com menos oportunidades e envolvimento em decisão.

  • Trouxe avaliação do percurso de implementação da estratégia.
  • Destacou o direito à participação como eixo estruturante.
  • Reforçou a necessidade de metas, monitorização e inclusão.

European Youth Information Quality Label

Selo Europeu de Qualidade da Informação Juvenil

Imre Simon · ERYICA

Oficina 5Luxemburgo / Europa15 participantesRelatório p. 65
QualidadeInformaçãoReconhecimento

Apresentou o selo de qualidade desenvolvido em parceria com o Conselho da Europa para reconhecer serviços de informação juvenil fiáveis e alinhados com a Carta Europeia da Informação Juvenil.

  • Oferece um sinal visível de qualidade e confiança.
  • Foi criado com especialistas, profissionais e jovens.
  • Mostra como a qualidade da informação também é parte do trabalho com jovens.

From Vision to Action: A Strategic Approach Towards Local Youth Work

Da visão à ação no trabalho local com jovens

Judit Balogh and Jenny Haglund · Europe Goes Local / JINT vzw

Oficina 6Bélgica-Flandres / Europa14 participantesRelatório p. 66
LocalMunicípiosQualidadeEstratégia

Apresentou a European Charter on Local Youth Work e o Changemakers Kit como instrumentos para diálogo, diagnóstico e melhoria da qualidade ao nível local.

  • Mostra como municípios e organizações podem iniciar percursos de qualidade.
  • Valoriza participação, profissionais qualificados e avaliação de impacto.
  • Traduz visão estratégica em ferramentas práticas.

Building Bridges for Youth Work: Alliance for Advocacy and Development

AYWA e a construção de uma voz europeia

Edgar Schlümmer and Jelena Stojanovic · Alliance of Youth Workers Associations

Oficina 7Europa19 participantesRelatório p. 67
AYWAAdvocacyProfissãoRede

Apresentou a AYWA como rede europeia de associações nacionais de profissionais de youth work, dedicada a advocacy, colaboração e desenvolvimento do campo.

  • Trabalha reconhecimento, condições de trabalho e inovação.
  • Diferencia-se de um sindicato europeu, mas reforça representação coletiva.
  • Posiciona as associações profissionais como ator estratégico.

SNAC EaT - An Insight View on the Strategic Partnership on Education & Training of Youth Worker

Parceria estratégica sobre educação e formação

Eliza Bujalska · Network of Erasmus+ Youth National Agencies / JUGEND für Europa

Oficina 8Europa35 participantesRelatório p. 68
FormaçãoCompetênciasAgências nacionais

Partilha do trabalho do SNAC EaT sobre impacto sistémico da educação e formação de youth workers a nível nacional e europeu.

  • Foca reconhecimento de competências e experiências de aprendizagem.
  • Reforça identidade profissional e dimensão europeia da formação.
  • Mostra o papel das agências nacionais na qualidade do setor.

Building Strong Processes for Youth Work Development Across Europe

Processos nacionais de desenvolvimento do trabalho com jovens

Elke Führer · JUGEND für Europa / Growing Youth Work SNAC

Oficina 9Europa12 participantesRelatório p. 69
EYWAProcessosPolítica europeia

Reflexão sobre o que aconteceu desde o lançamento da European Youth Work Agenda, com exemplos nacionais e dados recentes sobre implementação.

  • Mostrou percursos distintos de implementação em vários países.
  • Destacou a importância de colaboração entre atores e processos nacionais consistentes.
  • Identificou desafios ainda presentes na sustentabilidade do desenvolvimento do setor.

Enhancing Recognition of Youth Work and Non-formal and Informal Learning

Reconhecimento do trabalho com jovens e da aprendizagem não formal e informal

Eda Bakir and Kristiina Pernits · SALTO Training and Cooperation Resource Centre

Oficina 10Europa20 participantesRelatório p. 70
ReconhecimentoAprendizagem não formalSALTO

Oficina orientada para estratégias e recursos práticos de reconhecimento do trabalho com jovens e da sua dimensão de aprendizagem não formal e informal.

  • Usou o handbook ‘Unlocking Doors to Recognition’ e outros materiais.
  • Ligou reconhecimento a narrativa, valor social e políticas públicas.
  • Incentivou ações concretas para advocacy e visibilidade.

Help Us Shape the Next EU Youth Strategy

Contributos para a próxima Estratégia da UE para a Juventude

Marta Touykova, Babis Papaioannou and Jorun Boklöv · European Commission, DG Education, Youth, Sport and Culture

Oficina 11União Europeia26 participantesRelatório p. 71
Estratégia UEPolítica europeiaFinanciamento

Consulta promovida pela Comissão Europeia sobre a estratégia pós-2027, incluindo o lugar do trabalho com jovens, reconhecimento, formação, financiamento e integração dos resultados da Convenção.

  • Reuniu perguntas sobre instrumentos, reconhecimento e papel do setor noutras políticas.
  • Sublinhou a necessidade de uma estratégia flexível, viva e baseada em evidência.
  • Trouxe a Convenção diretamente para o debate estratégico da UE.

Quality Tools for Youth Work in Europe

Ferramentas de qualidade do trabalho com jovens na Europa

Tomi Kiilakoski · EU-Council of Europe Youth Partnership

Oficina 12Europa27 participantesRelatório p. 73
QualidadeFerramentasEstudo

Apresentou um estudo comparativo sobre ferramentas de qualidade em 15 países, mostrando diferentes formas de compreender e operacionalizar qualidade.

  • Evidenciou que não existe uma definição única de qualidade.
  • Mostrou limites de ferramentas pouco ancoradas nos contextos locais.
  • Reforçou a necessidade de articular padrões, contextos e perspetiva dos jovens.

New Resources for Youth Work – Advocacy and Project Management

Novos recursos para advocacy e gestão de projetos

Olga Kyriakidou, Ajsa Hadzibegovic and Bogdan Imre · EU-Council of Europe Youth Partnership

Oficina 13Europa26 participantesRelatório p. 74
AdvocacyProjetosRecursos

Divulgou dois novos recursos do Youth Partnership: um toolkit para advocacy em youth work e a edição revista do T-Kit 3 sobre gestão de projetos.

  • Os participantes destacaram a utilidade prática e o desejo de versões em várias línguas.
  • Os recursos foram apresentados como instrumentos para diferentes atores do setor.
  • Reforça a ligação entre conhecimento, ação e capacidade de gestão.

Level Up Your Youth Work: Discover the Council of Europe Youth Work Portfolio

Descobrir o Youth Work Portfolio do Conselho da Europa

Yael Ohana and Sulkhani Chargashvili · Council of Europe Youth Department

Oficina 14Conselho da Europa20 participantesRelatório p. 75
PortfolioCompetênciasAutoavaliação

Apresentou a edição revista de 2025 do Youth Work Portfolio, como instrumento de autoavaliação individual e organizacional para competências e qualidade.

  • Serve de benchmark para reconhecimento e aprendizagem ao longo da vida.
  • Apoia equipas e organizações a identificar lacunas e prioridades de desenvolvimento.
  • Reflete a missão cívica e democrática do trabalho com jovens.

Strengthening Youth Perspectives in Policy Making

Reforçar perspetivas juvenis na elaboração de políticas

Clementina Barbaro and Marius Schlageter · Council of Europe Youth Department

Oficina 15Conselho da Europa32 participantesRelatório p. 76
ParticipaçãoPolíticas públicasJuventude

Apresentou ferramentas e estratégias do Conselho da Europa para reforçar a integração das perspetivas juvenis nos processos de decisão a vários níveis.

  • Explicou mecanismos de co-gestão, participação estruturada e referência para integrar a perspetiva jovem.
  • Esclareceu conceitos de participação e sua relevância para a política de juventude.
  • Mostrou o valor de processos estruturais e não apenas pontuais.

As 15 oficinas que alimentaram as conclusões finais

As oficinas temáticas decorreram em três sessões e foram o principal espaço de deliberação da Convenção. O relatório apresenta-as entre as páginas 76 e 108, com sínteses de discussão e mensagens centrais.

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5 resultados

Definições e descrições do trabalho com jovens

Oficina 170 participantesRelatório p. 79

A oficina partiu de definições existentes para discutir o que é, porquê e para quem existe o trabalho com jovens. Reforçou-se a ideia de um campo feito por, com e para jovens, baseado em participação voluntária, aprendizagem não formal e relação.

  • As definições precisam de reconhecer a diversidade de contextos nacionais.
  • O trabalho com jovens é relacional, situado e enraizado em valores democráticos.
  • A clareza conceptual é importante para reconhecimento profissional e público.

Valores e ética na prática do trabalho com jovens

Oficina 277 participantesRelatório p. 81

Debateu princípios éticos como inclusão, integridade, respeito, cuidado, empatia, confiança, solidariedade e igualdade, bem como o papel do trabalho com jovens na educação política e na despolarização.

  • O trabalho com jovens oferece espaços seguros para diálogo sobre temas complexos.
  • A ética não é abstrata: manifesta-se nas decisões quotidianas e no modo de relação.
  • Os ambientes físicos e digitais devem apoiar agência, pertença e pensamento crítico.

Reconhecimento e visibilidade do trabalho com jovens

Oficina 380 participantesRelatório p. 83

Explorou o significado do reconhecimento e quem o promove. Ficou claro que o reconhecimento social ainda está atrás do político e formal, e que o setor precisa de comunicar melhor o que faz e o valor que gera.

  • A visibilidade pública não acontece apenas por existir enquadramento político.
  • O setor precisa de linguagem clara, exemplos concretos e narrativas fortes.
  • Também foi debatido o risco de instrumentalização política do trabalho com jovens.

Qualidade e padrões

Oficina 479 participantesRelatório p. 85

A oficina identificou financiamento estável, espaços seguros, acessibilidade, profissionalismo, investigação e avaliação como condições de base para qualidade.

  • A qualidade exige infraestruturas, equipas competentes e padrões revistos periodicamente.
  • Modelos de competências, códigos de ética e vias reconhecidas de entrada na profissão são decisivos.
  • A avaliação e a investigação devem ser apoiadas política e financeiramente.

Monitorização, avaliação e impacto do trabalho com jovens

Oficina 5106 participantesRelatório p. 87

Centrada na forma como o setor mede e demonstra impacto, esta oficina identificou carência de práticas sistemáticas e de longo prazo, resistência institucional e necessidade de confiança e participação nos processos de avaliação.

  • É preciso combinar dados quantitativos, narrativas, experiências e evidência de longo prazo.
  • A avaliação participativa aumenta relevância, apropriação e confiança.
  • Ferramentas digitais acessíveis podem apoiar a circulação de métodos e resultados.
5 resultados

Jovens, necessidades e aspirações e o modo como o trabalho com jovens os pode apoiar

Oficina 676 participantesRelatório p. 89

A oficina reafirmou o trabalho com jovens como prática social e educativa que oferece espaços abertos e inclusivos, co-criados com jovens, para desenvolvimento pessoal, social e cívico.

  • O objetivo vai além da empregabilidade: inclui empoderamento, inclusão e participação democrática.
  • O trabalho com jovens adapta-se a múltiplos contextos, do bem-estar à participação cívica.
  • Mentoria, pertença, aprendizagem intercultural e prevenção da radicalização foram temas centrais.

Advocacy no trabalho com jovens

Oficina 758 participantesRelatório p. 91

Houve consenso de que o advocacy é importante para apoiar a voz dos jovens e também para defender o próprio campo do trabalho com jovens. Discutiram-se limites, competências e condições necessárias.

  • A participação dos jovens precisa de continuidade e resposta por parte dos decisores.
  • Precariedade laboral e contratos curtos enfraquecem a capacidade de advocacy.
  • A neutralidade mal compreendida pode bloquear conversas políticas necessárias.

Trabalho com jovens como profissão

Oficina 888 participantesRelatório p. 93

A profissionalização foi vista como desejável para garantir qualidade mínima, reconhecimento social e político, melhores condições de trabalho e estruturas mais estáveis, sem excluir vias diversas de entrada.

  • Formalizar não deve significar fechar o campo a quem vem de outros percursos.
  • A valorização dos profissionais depende também de carreiras, salários e estabilidade.
  • O trabalho voluntário continua a ser componente essencial e legítima do ecossistema.

Voluntariado e organizações lideradas por jovens

Oficina 957 participantesRelatório p. 95

A oficina destacou o valor do trabalho liderado por jovens como exercício de cidadania, decisão e liderança, mas identificou também burocracia, falta de tempo, baixa valorização e carência de reconhecimento de competências.

  • Os jovens em organizações lideradas por jovens não são apenas destinatários: são autores da ação.
  • O setor precisa de formação básica acessível para voluntários.
  • As competências adquiridas no voluntariado devem ser reconhecidas de forma credível.

Metodologias e novas tecnologias no trabalho com jovens

Oficina 1056 participantesRelatório p. 97

A discussão centrou-se em competências digitais, infraestruturas, financiamento, proteção de dados e equilíbrio entre dimensão relacional e inovação tecnológica.

  • Muitos profissionais sentem-se atrasados face ao digital e precisam de apoio continuado.
  • O blended youth work foi valorizado como prática sustentável e inclusiva.
  • O trabalho aberto e o trabalho dirigido a grupos específicos foram vistos como abordagens complementares.
5 resultados

O setor voluntário de juventude

Oficina 1137 participantesRelatório p. 100

A oficina debateu turnover, retenção, burnout, falta de recursos e reconhecimento no setor voluntário, bem como a necessidade de estratégias cocriadas com jovens e modelos de financiamento mais ajustados.

  • O custo de vida e a pressão entre estudo e trabalho reduzem disponibilidade para o voluntariado.
  • A falta de recursos desvia energia da ação com jovens para a sobrevivência organizacional.
  • É necessário financiamento informado por dados e mais reconhecimento público.

Associações, redes, centros e prestadores de trabalho com jovens

Oficina 1278 participantesRelatório p. 103

Foi sublinhada a fragmentação estrutural do campo, a ausência de organismos de coordenação em muitos países, a escassez de profissionais e a necessidade de financiamento estrutural e espaços de qualidade.

  • Sem visão clara e recursos dedicados, o campo mantém-se disperso e desigual.
  • O reconhecimento continua abaixo do de setores como educação, cultura ou emprego.
  • A sustentabilidade diária de organizações independentes exige mais do que financiamento por projeto.

Setor público/estatal e setor voluntário

Oficina 1355 participantesRelatório p. 105

A relação entre setores foi discutida a partir de desequilíbrios de poder, envolvimento insuficiente do setor voluntário na decisão e necessidade de confiança, financiamento estável e estruturas de intermediação.

  • O setor voluntário nem sempre participa de forma significativa na tomada de decisão.
  • Financiamento seguro e acessível é condição para relações mais equilibradas.
  • Plataformas guarda-chuva e organismos intermédios podem ajudar a construir diálogo.

Financiamento público e europeu e recursos para o trabalho com jovens

Oficina 1467 participantesRelatório p. 108

A oficina mapeou apoios financeiros existentes e identificou entraves recorrentes: pressão constante de candidatura, curta duração dos apoios, ausência de custos operacionais e dificuldade de acesso para organizações novas ou pequenas.

  • O financiamento deve apoiar sobrevivência organizacional, não apenas novidade.
  • São necessárias estruturas plurianuais e melhor articulação entre financiamento nacional e europeu.
  • A visibilidade e o reconhecimento do setor influenciam diretamente o acesso a recursos.

Relação entre o trabalho com jovens e outros campos de política pública

Oficina 1580 participantesRelatório p. 110

A oficina falou de pontes, tensões e sinergias com educação, saúde mental, mercado de trabalho, cultura e outros campos. Reafirmou-se que o trabalho com jovens deve ser parceiro em pé de igualdade, e não apenas instrumento de outras agendas.

  • O trabalho com jovens não é uma solução instantânea nem importada de paraquedas.
  • A sua força está na relação, na confiança e na centralidade da pessoa jovem.
  • É preciso clarificar fronteiras, papéis e condições de colaboração intersetorial.

74 conclusões estratégicas selecionadas a partir de 164 conclusões

O relatório final reorganiza as conclusões das oficinas por grupos temáticos e identifica aquelas que podem informar uma futura estratégia europeia de trabalho com jovens. Abaixo encontras uma apresentação estruturada, em português, dessas conclusões.

Abrir conclusões no relatório

Definições e descrições do trabalho com jovens

Conclusões estratégicas

  • O trabalho com jovens está fundamentalmente enraizado em valores democráticos, diálogo, participação e liderança juvenil.
  • As definições estão diretamente ligadas ao trabalho com jovens enquanto prática e profissão, devendo clarificar a sua natureza e distingui-lo de áreas como o trabalho social.
  • As definições europeias amplas são simultaneamente força e limitação: acolhem a diversidade, mas tornam mais difícil a tradução para contextos nacionais específicos.
  • Conceitos, descrições e definições devem partir também do contexto, da história e das tradições filosóficas.

Valores e ética no trabalho com jovens

Conclusões estratégicas

  • Deve ser criado um Código Europeu de Ética para profissionais do trabalho com jovens.
  • É necessário um quadro de referência sobre o papel societal do setor, as comunidades de prática e os valores de autocuidado; a saúde mental e o bem-estar dos profissionais devem ser prioridade.
  • Igualdade, integridade, cuidado, respeito e solidariedade devem atuar em conjunto, e não como princípios isolados.
  • A contribuição do trabalho com jovens para formar jovens politicamente informados é também uma questão ética.

Reconhecimento e visibilidade

Conclusões estratégicas

  • A diversidade de práticas locais e nacionais é uma força do setor e deve ser realçada quando se comunica o seu contributo para a sociedade.
  • Legislação e enquadramentos políticos que reconheçam formalmente o trabalho com jovens reforçam a sua posição e visibilidade, sobretudo quando construídos em diálogo com a comunidade de prática.
  • Mecanismos de desenvolvimento de competências e oportunidades de progressão reforçam a qualidade e o reconhecimento.
  • Plataformas de ligação entre profissionais fortalecem identidade, aprendizagem entre pares e exploração de novas ferramentas, incluindo IA.
  • São necessárias campanhas e estratégias coordenadas de comunicação a nível nacional e europeu.

Qualidade e padrões

Conclusões estratégicas

  • Financiamento estável de longo prazo e infraestruturas adequadas são vitais para um trabalho com jovens de qualidade.
  • Padrões de qualidade devem ser desenvolvidos por processos inclusivos e participativos que envolvam profissionais, jovens e outras partes interessadas.
  • Ferramentas já existentes, como modelos de competências e quadros formativos, devem ser melhor traduzidas, divulgadas e partilhadas.
  • A visibilidade pública também é parte do desenvolvimento da qualidade; comunicação criativa pode tornar o setor mais compreensível e inspirador.

Monitorização, avaliação e impacto

Conclusões estratégicas

  • Recolha regular de dados, investigação académica e práticas sistemáticas de monitorização e avaliação são essenciais para fortalecer a base de evidência.
  • A avaliação deve combinar métodos qualitativos e quantitativos e recolher dados de curto e de longo prazo.
  • Processos de avaliação inclusivos e participativos, envolvendo jovens e profissionais, aumentam confiança e relevância.
  • Ferramentas digitais acessíveis e multilíngues podem apoiar a troca de métodos, práticas e resultados.
  • A avaliação deve ser ética, transparente e integrada em todas as fases da ação.

Jovens, necessidades e aspirações

Conclusões estratégicas

  • Os grupos de jovens precisam de apoio para criar redes, essenciais à participação significativa e à redução do isolamento.
  • Os valores do trabalho com jovens devem ser promovidos também fora do setor, quebrando a ‘bolha’ do trabalho com jovens.
  • São necessárias formas de financiamento mais dinâmicas e flexíveis, assim como maior acesso e visibilidade de oportunidades.
  • A aprendizagem intercultural deve ser reforçada através de programas de formação de formadores.
  • São necessários espaços físicos e digitais, com apoio ajustado a diferentes necessidades e faixas etárias.
  • O trabalho com jovens deve ser coconstruído com os jovens, com liderança e agência reais.

Advocacy no trabalho com jovens

Conclusões estratégicas

  • O advocacy é vital para o desenvolvimento do trabalho com jovens e precisa de tempo, formação e recursos dedicados.
  • O apoio a associações profissionais, organizações de juventude e conselhos de juventude ajuda a garantir uma voz coletiva ao setor.
  • Devem existir canais formais para que profissionais, incluindo voluntários, contribuam para processos políticos nacionais e europeus.
  • Competências de advocacy devem fazer parte da formação dos profissionais, incluindo capacidade para comunicar o valor do setor.
  • Espaços estruturados de aprendizagem entre pares e colaboração intersetorial reforçam a capacidade de influência.
  • Pode ser criado um Observatório Europeu do Trabalho com Jovens para recolher e partilhar evidência.

Trabalho com jovens como profissão

Conclusões estratégicas

  • A profissionalização vai além do reconhecimento formal: inclui competências, padrões éticos, valores e ethos do trabalho com jovens.
  • Profissionais pagos e não pagos podem contribuir de forma igualmente relevante quando atuam segundo princípios comuns.
  • Redes, associações e estruturas representativas fortalecem o reconhecimento social e político da profissão.
  • Modelos europeus de competências, padrões e labels podem apoiar a profissionalização sem apagar a diversidade nacional.
  • São necessários enquadramentos legais nacionais, carreiras, salários justos, segurança laboral e aprendizagem contínua.

Organizações voluntárias e lideradas por jovens

Conclusões estratégicas

  • O trabalho voluntário com jovens é parte vital do ecossistema e constitui porta de entrada para muitos profissionais.
  • É preciso contrariar a ideia de que o trabalho voluntário é menos credível: não ser remunerado não significa ser pouco profissional.
  • As organizações devem reforçar o reconhecimento interno dos voluntários, com aprendizagem, mentoria, participação em eventos e distinções simbólicas.
  • Os decisores devem assegurar financiamento sustentável e reduzir a carga administrativa sobre grupos e iniciativas lideradas por jovens.
  • Devem existir instrumentos para reconhecer competências adquiridas no voluntariado e legitimar percursos diversos de entrada no setor.

Metodologias e novas tecnologias

Conclusões estratégicas

  • Os profissionais precisam de apoio continuado, formação e educação para competências digitais.
  • São necessárias orientações práticas sobre RGPD e proteção de dados no trabalho digital com jovens.
  • Plataformas e ferramentas acessíveis devem apoiar a troca contínua de experiências e boas práticas entre países e setores.
  • Os esquemas de financiamento têm de contemplar infraestrutura digital, hardware, software e manutenção.
  • É necessário equilibrar trabalho aberto e trabalho dirigido a grupos específicos, com orientações práticas adaptadas.

Setor voluntário de juventude

Conclusões estratégicas

  • Financiamento sustentável e apoio profissional são fundamentais; os voluntários não podem carregar sozinhos o peso do setor.
  • Os voluntários precisam de apoio administrativo e de coordenação para se concentrarem na relação direta com os jovens.
  • A natureza independente e voluntária do trabalho com jovens deve ser protegida face a pressões políticas e interferências indevidas.
  • Devem existir esquemas coerentes de reconhecimento das competências adquiridas no voluntariado, mutuamente reconhecidos na Europa.
  • É preciso mais transparência nos projetos financiados pela UE, menos burocracia e maior envolvimento dos jovens no desenho dos programas.

Associações, redes, centros e prestadores

Conclusões estratégicas

  • Infraestruturas, mobiliário, equipamento, renovação e manutenção dos espaços jovens são críticos para a qualidade e exigem apoios próprios.
  • É necessária uma linha de financiamento europeia que proteja a independência política e operacional de espaços juvenis independentes.
  • A European Youth Work Agenda deve ser reforçada como quadro de trabalho e colaboração sistémica.
  • Conselhos nacionais, redes e plataformas de advocacy precisam de financiamento operacional estável e prolongado.
  • Devem ser desenvolvidos sistemas nacionais de qualidade ou acreditação para centros e organizações de juventude.

Setor público/estatal e setor voluntário

Conclusões estratégicas

  • Todos os atores, incluindo jovens, ONG/OSC, organizações e autoridades políticas, devem participar em igualdade na construção, implementação e avaliação de estratégias.
  • A cooperação eficaz exige enquadramentos legais, instituições dedicadas, processos claros, investimento financeiro e vontade política.
  • O trabalho com jovens é diverso e não deve ser excessivamente governado de forma top-down.
  • Os jovens devem ser vistos como parceiros, recursos e ativos, e não apenas como problemas a resolver.
  • O desenvolvimento futuro do setor deve partir do nível local, com sustentação política e financeira a nível nacional e europeu.

Financiamento público e europeu

Conclusões estratégicas

  • A linguagem, acessibilidade, orientações e ferramentas de reporte dos financiamentos europeus devem tornar-se mais simples e amigáveis.
  • Os Estados devem assegurar estabilidade e previsibilidade de financiamento para programas e serviços de trabalho com jovens.
  • A estratégia europeia deve prever fundos estruturais para conselhos e associações representativas, evitando dependência exclusiva de projetos pontuais.
  • Autoridades públicas e Estados devem financiar de forma duradoura centros de juventude, grupos liderados por jovens e infraestruturas.
  • Esquemas plurianuais são essenciais; sem financiamento de longo prazo, os serviços não são sustentáveis.
  • As instituições europeias devem garantir apoio próprio ao desenvolvimento de ONG de juventude em Estados não pertencentes à UE.

Relação com outros sectores políticos

Conclusões estratégicas

  • O trabalho com jovens mantém os jovens no centro e essa lógica deve ser replicada noutros sectores de política pública.
  • Não é uma solução rápida nem um método a aplicar de forma instrumental; exige tempo, relação, confiança e recursos adequados.
  • Os métodos do trabalho com jovens devem ser partilhados com outros setores, especialmente educação, com reconhecimento mútuo genuíno.
  • É preciso clarificar fronteiras, papéis e expectativas na colaboração intersetorial, com direções políticas e monitorização coordenadas.

Princípios e valores estruturantes

As conclusões podem ser lidas como uma base de princípios: democracia, diálogo, participação, liderança juvenil, ética, igualdade, respeito, cuidado e solidariedade.

Processos de desenvolvimento e boas práticas

O relatório aponta para percursos de desenvolvimento baseados em competência, qualidade, formação, comunicação, colaboração e aprendizagem entre pares.

Suportes e serviços essenciais

Financiamento estável, infraestruturas, estruturas de apoio, redes, observação e instrumentos de qualidade são apresentados como condições de possibilidade.

Ações estratégicas focalizadas

Entre as ações concretas destacam-se um código europeu de ética, um observatório europeu, revisão de recomendações, novas linhas de financiamento e integração do trabalho com jovens na próxima estratégia europeia.

Da Convenção à estratégia europeia de trabalho com jovens

O relatório não fecha uma estratégia em Malta; propõe antes um roteiro de ação para instituições europeias, Estados, agências nacionais, organizações e comunidade de prática, com marcos entre 2026 e 2030 e ligação à futura Estratégia da UE para a Juventude.

Abrir roadmap no relatório

Cronologia do percurso europeu

2010

1.ª Convenção Europeia de Trabalho com Jovens — Bélgica

Declaração da 1.ª Convenção.

2015

2.ª Convenção — Bélgica

Nova declaração e consolidação do percurso europeu.

2020

3.ª Convenção — Alemanha

Aprovação da European Youth Work Agenda (EYWA).

maio 2025

4.ª Convenção — Malta

‘Youthwork xcelerate’ e roadmap para uma estratégia europeia.

out. 2025

Ministros da Juventude do Conselho da Europa

Acolhem as conclusões da Convenção e apoiam o seguimento.

jan. 2026

Publicação e disseminação do relatório

Lançamento do relatório final e início da fase de seguimento.

Fase 1

2026-2027
Ver no relatório
Fase 1 do roadmap
  • Instituições europeias, agências nacionais, Estados-Membros, setor voluntário e comunidade de prática devem considerar e adotar medidas para dar seguimento às conclusões.
  • A Comissão Europeia deve integrar as conclusões nas propostas para a nova Estratégia da UE para a Juventude pós-2027.
  • Comissão Europeia e Conselho da Europa, via Youth Partnership, devem reforçar cooperação e coordenar a implementação nos três pilares centrais: core, environment e systems.
  • Este trabalho inclui recolha e análise de dados, desenvolvimento de um novo Código Europeu de Ética para Youth Work e materiais temáticos.
  • As iniciativas da European Youth Work Agenda devem ser revistas e alinhadas com o roadmap.

Fase 2

2026-2027
Ver no relatório
Fase 2 do roadmap
  • As Presidências do Conselho da UE em 2026 e 2027 devem propor medidas concretas no Youth Working Party.
  • Na negociação da nova Estratégia da UE para a Juventude, o trabalho com jovens deve ser afirmado como secção ou pilar próprio.
  • Os Diretores-Gerais para a Juventude devem reportar ações desenvolvidas a nível nacional, regional e local.
  • O EU-Council of Europe Youth Partnership deve orientar os seus programas de trabalho para promover, coordenar e acompanhar a implementação.
  • O Joint Council on Youth deve criar uma task force para rever a Recomendação sobre Youth Work e aprovar versão revista até ao final de 2027.

Fase 3

2028 em diante
Ver no relatório
Fase 3 do roadmap
  • A nova Estratégia da UE para a Juventude deve incluir um pilar dedicado ao trabalho com jovens.
  • A Comissão Europeia, em consulta com os Estados e o Conselho da Europa, deve acordar visão, definição, valores e abordagens de base em qualidade, ética, competências, digitalização e avaliação.
  • Deve existir uma nova geração de programas de apoio financeiro, incluindo mecanismos específicos e linhas de apoio operacional e de serviços para organizações voluntárias.
  • Os Estados-Membros devem criar instrumentos legais ou administrativos de reconhecimento formal, estruturas de governação e apoio, e reforçar educação, formação e emprego no setor.
  • A partir de 2028, inicia-se a implementação da nova estratégia europeia e da abordagem estratégica ao desenvolvimento do trabalho com jovens.

Fase 4

2028-2030 e 2030-2040
Ver no relatório
Fase 4 do roadmap
  • Conselho da Europa e Comissão Europeia devem aprofundar cooperação e iniciar preparação da 5.ª Convenção Europeia de Trabalho com Jovens.
  • A preparação deve envolver as partes interessadas relevantes, incluindo a Alliance of Youth Workers Associations.
  • As conclusões da Convenção devem informar a futura Youth Sector Strategy do Conselho da Europa pós-2030.
  • Entre 2030 e 2040, a nova estratégia do setor da juventude do Conselho da Europa deverá ser implementada já incorporando este percurso.

Siglas e referências rápidas

Algumas das siglas e referências institucionais usadas ao longo do relatório.

EYWC

European Youth Work Convention

EYWA

European Youth Work Agenda

EU-Council of Europe Youth Partnership

Parceria entre a União Europeia e o Conselho da Europa no domínio da juventude

AYWA

Alliance of Youth Workers Associations

ERYICA

European Youth Information and Counselling Agency

EUPA

European Union Programmes Agency for Malta

ESC

European Solidarity Corps

NFIL

Non-formal and Informal Learning